Por: Ricardo Oliveira
07/04/2026
E a Imprensa já foi considerada o 4º poder. Mas após o STF, Supremo Tribunal Federal, em 17 de junho de 2009 derrubar a exigência do diploma em 8 votos a 1 para os profissionais dessa área, muita coisa mudou.
Pelo menos, pra mim, e com todo respeito à nossa Corte Suprema, a medida só atendeu a interesses financeiros de muitas emissoras de televisão em nosso país. Que na época já colocavam ex-jogadores e ex-técnicos para comentarem em seus programas sobre futebol e, que, após a decisão do STF, tais "profissionais" não precisariam do curso superior nos exercícios de suas atividades profissionais.
Além disso, abriu-se a oportunidade para que muitos militantes partidários, surgissem na mídia, agora autointitulados de “jornalistas”, privilegiando suas ideologias e, não, à informação.
Mas há o que se comemorar? Talvez só a resistência de alguns jornalistas de formação que, ainda lutam para que fatos verídicos sejam divulgados, acima de quaisquer interesses que não sejam do bem comum, e de utilidade pública.
E que a credibilidade perdida nos últimos anos seja reconquistada.
Pois como dizia o inesquecível jornalista Arnando Nogueira: "O bom jornalismo é feito a partir de criticar sem ofender e elogiar sem bajular".